Se você é noveleiro com certeza sabe que a novela Velho Chico está trazendo a mídia o Rio São Francisco e suas histórias. Na minha viagem a Aracaju a convite da Secretaria de Turismo de Aracaju eu tive a grande oportunidade de conhecer de perto o Rio São Francisco e Complexo turístico do Xingó, que tem o 5º maior cânion navegável do mundo, em parceria com as empresas MF-Tur, Xingó Adventure, Restaurante Karrancas e Top Tur. Ficou curioso? Então vem comigo descobrir como foi o meu bate e volta!
O caminho até Canindé
O passeio aos Cânions do Xingó começou bem cedo, por volta de 6 da manhã quando o transfer da Top Tur foi me buscar no hotel para uma viagem de cerca de 3 horas até Canindé, uma cidade que fica há 200 quilômetros de Aracaju. De lá saem os passeios de catamarã até os Cânions de Xingó do lado Sergipano, lembrando que os cânions estão na divisa entre Alagoas e Sergipe, mas os passeios são realizados apenas pelo lado sergipano.
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A viagem pelo sertão sergipano foi super divertida porque eu fui conhecendo e ouvindo muitas histórias sobre Lampião, Maria Bonita e o Cangaço. A Tia Lu, representante da secretaria de turismo que nos recepcionou, só me deixava mais curiosa e com vontade de conhecer mais e mais sobre essa história de heróis e anti-heróis sergipana.
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A nossa primeira parada foi no Poço Redondo em um pequeno monumento que simboliza o fato daquele município ter sido onde mais mulheres se juntaram ao cangaço. Sim, a mulherada fez história e se juntou ao cangaço no sertão.

De lá, seguimos viagem rumo a Canindé de São Francisco e fizemos mais uma paradinha na Usina Hidroelétrica de Xingó que fornece energia para cerca de 25% da região nordeste do Brasil. Para quem não sabe, a imensidão atual do Rio São Francisco é fruto do alagamento da Velha Canindé, suas propriedades e pequenos povoados causado pela construção da hidrelétrica do Xingó, inaugurada em 1994. Todas as pessoas que moravam na Velha Canindé foram realocadas para a Nova Canindé e hoje foi construído até um museu o MAX – Museu de Arqueologia de Xingó mantido pela Petrobrás.
A construção da usina mudou de vez a história do sertão sergipano e a mesma região que antes do alagamento era completamente seca, hoje destaca-se pelo verde da paisagem e pelo número de produtores e agricultores que vivem hoje de suas terras em condições bem melhores. A Tia Lu me contou que o projeto de irrigação das propriedades com as águas do Rio São Francisco aconteceu devido ao Projeto California.

Ouso dizer até que me surpreendi, achei que iria encontrar aquela caatinga que via nos livros de geografia e muito pelo contrário, passei por estradas muito bem pavimentadas e paisagens com muito verde!
O passeio de Catamarã pelo Rio São Francisco
Logo que chegamos fomos recebidos pelo Fábio da MF-TUR que colocou a nossa disposição toda a sua infra-estrutura. Ele nos contou que a empresa já possui o maior potencial fluvial para turismo do Brasil – eles também fazem o passeio para Croa do Goré e Ilha dos namorados – e oferecem aos turistas passeios de catamarã, lancha pequena, lancha de luxo , também conhecida como Preciosa, e o passeio de helicóptero mais barato do país.
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Com muita música e animação, o Catamarã da MF-Tur sai do porto bem em frente ao Restaurante Karrancas, onde almoçamos depois do passeio, e a capacidade de transporte de cada um deles é de 250 pessoas por viagem. Os catamarãs possuem 4 banheiros, 2 andares, bar, chuveiros, os famosos macarrões para mergulho, sem falar da oferta de aperitivos como espetinhos e biscoitos, além de água, refrigerante e cerveja.

Ao todo, o passeio tem duração de 3 horas, com uma 1 hora de parada para banho no Porto do Brogodó, um ponto flutuante privado e exclusivo do passeio que atende até 700 pessoas ao lado da Gruta do Talhado.

Ah, vale lembrar que saímos super cedo de Aracaju porque os horários de partida do Catamarã são 10h30m e 11h:30m, por isso é muito importante prestar bastante atenção na hora para não perder o passeio.

Uma coisa que me chamou muita atenção é a quantidade de imagens de São Francisco que eu vi durante o passeio espalhados pelas grutas. Tem uma parada muito legal que mostra o local onde a imagem fica exposta e todos os anos durante 2 semanas ela é retirada e utilizada durante a procissão que acontece em outubro. Fiquei mega curiosa para voltar e ver a movimentação da região nessa época do ano!
Durante o passeio, nós também passamos por formações rochosas iradíssimas como o Morro dos Macacos, Pedra do Gavião, Pedra do Japonês, entre outras. Ah e fique tranquilo que na embarcação tem um guia que vai contando a história da região e todas as curiosidades que eu esqueci de detalhar por aqui (risos)!

O Porto de Brogodó
No Porto do Brogodó os visitantes podem mergulhar em 2 piscinas, cercadas pelos próprios proprietários com redes, deixando uma profundidade delimitada em 8 metros. Eles nos contaram que as pessoas costumavam perder muitas coisas por ali e além de ser mais seguro para nadar, as redes ajudam a recuperar itens perdidos (risos).

Um detalhe muito importante é como a água é morninha e verdinha. Eu achei uma delícia nadar por lá, por mim eu ficaria de molho mais umas 2 horas por lá (risos). Tem uma escadinha super top para dar aqueles pulos ornamentais – só que não- e eu não poderia ficar de fora da brincadeira, né?

Para a galera que quiser passear pela Gruta do Talhado, a empresa oferece um passeio de canoa que custa R$ 10 por pessoa e te leva bem pertinho dos cânions. Esse é um incrível, apesar de simples, porque sente de perto a paz da Gruta do Talhado e vê como a natureza é perfeita. Parece que foi tudo esculpido a mão.


