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O que fazer na Albânia: roteiro de 7 dias com dicas e preços

Sobre a Albânia

Com cerca de 3 milhões de habitantes, a Albânia é um país localizado no sudeste da Europa que faz fronteira com Montenegro, Kosovo, Macedônia do Norte e Grécia. Mas, apesar da proximidade, o país ainda não está tão desenvolvido em termos de turismo em comparação com seus vizinhos, o que significa que os visitantes podem desfrutar de uma atmosfera mais genuína e menos explorada.

Nos últimos anos, a Albânia tem experimentado um aumento significativo no número de turistas que visitam suas belas praias, paisagens montanhosas e rica herança cultural. O destino está cada vez mais popular, principalmente, porque oferece uma experiência autêntica e autêntica, fora dos roteiros turísticos mais tradicionais. A hospitalidade albanesa é calorosa e acolhedora, proporcionando aos turistas uma experiência única e autêntica.

A Albânia possui uma costa deslumbrante no Mar Adriático e no Mar Jônico, com praias intocadas e águas cristalinas. Destinos turísticos como Saranda, Vlora e Durrës atraem visitantes em busca de sol, mar e relaxamento. Além disso, o país também possui uma paisagem montanhosa impressionante, com os Alpes Albaneses e o Parque Nacional de Valbona, que atraem entusiastas de caminhadas, montanhismo e natureza.

A rica herança cultural da Albânia, que remonta a civilizações antigas, também tem um grande apelo para os turistas. Cidades históricas como Berat, Gjirokastër e Butrint são conhecidas por sua arquitetura tradicional, ruínas antigas e museus. Os visitantes podem explorar castelos medievais, igrejas e mesquitas, e aprender sobre a história e a cultura do país.

Idioma na Albânia

Na Albânia, o idioma oficial e predominante é o albanês. E, em centros urbanos como Tirana, a capital, e cidades turísticas como Saranda e Durres, é possível encontrar pessoas que falam ou entendam um pouco de inglês, especialmente entre os mais jovens e profissionais que atuam no turismo.

No geral, a comunicação foi tranquila e um pouco de mínima e um google tradutor ajudaram bastante durante a viagem!

A história da Albânia

Durante séculos, a Albânia foi influenciada por impérios vizinhos, como o Império Romano, o Império Bizantino e o Império Otomano. No entanto, foi somente no século XX que a Albânia obteve sua independência e enfrentou desafios significativos.

Após a Primeira Guerra Mundial, a Albânia declarou sua independência em 1912, mas sua estabilidade foi abalada por conflitos internos e pela ocupação italiana durante a Segunda Guerra Mundial. Após o fim da guerra, o país caiu sob o regime comunista liderado por Enver Hoxha.

Durante o regime de Hoxha, a Albânia seguiu uma política isolacionista, rompendo relações com a União Soviética e a China, e implementando um sistema político e econômico autárquico. Essa política resultou em um alto grau de estagnação econômica e isolamento internacional, deixando o país atrasado em relação a seus vizinhos e outras nações europeias.

Após a morte de Hoxha em 1985, a Albânia passou por uma transição tumultuada para a democracia. O país enfrentou instabilidade política, agitação social e crises econômicas ao longo dos anos 1990. A transição para uma economia de mercado e uma democracia plena foi um desafio difícil, com altos níveis de corrupção, pobreza e desemprego.

No entanto, nas últimas décadas, a Albânia tem feito esforços para fortalecer sua economia e melhorar sua situação política. O país aderiu à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 2009 e recebeu o status de candidato à adesão à União Europeia em 2014. Esses marcos representaram um passo significativo para a integração da Albânia na comunidade internacional e para o fortalecimento de suas instituições democráticas.

Apesar desses avanços, a Albânia ainda enfrenta desafios consideráveis em sua atual situação econômica e política. No entanto, a Albânia também tem potencial econômico, especialmente no setor do turismo, devido à sua beleza natural e o governo albanês tem buscado diversificar sua economia, promovendo investimentos em setores como energia renovável, agronegócio e tecnologia da informação.

Bunkers na Albânia

Enver Hoxha, o líder comunista que governou a Albânia por quatro décadas, tinha uma fixação peculiar pela construção de bunkers no país. Durante seu regime, que durou de 1944 até sua morte em 1985, milhares de bunkers foram espalhados por toda a Albânia, tornando-se um símbolo emblemático da era Hoxha. Sua obsessão pela construção de bunkers foi impulsionada por sua paranoia em relação a possíveis invasões estrangeiras e sua determinação em manter o país isolado do resto do mundo.

Os bunkers eram estruturas de concreto, geralmente em forma de domo, projetadas para abrigar soldados e armamentos em caso de guerra. Eles foram construídos em áreas urbanas, zonas rurais, montanhas, praias e até mesmo em ilhas, formando uma densa rede de defesa em todo o país. Estima-se que mais de 168.000 bunkers tenham sido construídos, o que significa que havia aproximadamente um bunker para cada quatro cidadãos albaneses.

Essa fixação pela construção de bunkers teve consequências significativas para a economia e a sociedade da Albânia. Enormes quantidades de recursos financeiros, materiais e humanos foram direcionadas para a construção dessas estruturas, em detrimento de investimentos em setores vitais, como educação, saúde e infraestrutura.

Após a queda do regime comunista, em 1991, muitos foram abandonados ou desmantelados, enquanto outros foram reutilizados de diversas maneiras, como abrigos para animais, depósitos ou atrações turísticas. Alguns bunkers foram até transformados em galerias de arte, cafés ou espaços comunitários, representando uma forma de reutilização criativa dessas estruturas.


Como chegar na Albânia

Avião: A maneira mais comum de chegar à Albânia é por meio de voos internacionais para o Aeroporto Internacional de Tirana, a capital do país. O aeroporto recebe voos de várias cidades europeias, incluindo destinos como Londres, Frankfurt, Istambul e Roma. Eu voei de Bari na Itália, o voo custou cerca de 65 euros e durou menos de 50 minutos.

Carro: Se você estiver em um país vizinho, como Montenegro, Kosovo ou Macedônia do Norte, é possível chegar à Albânia de carro. Existem postos de fronteira e estradas que conectam a Albânia com seus países vizinhos. No entanto, é importante verificar os requisitos de visto, as condições das estradas e as regras de trânsito antes de viajar de carro.

Ônibus: A Albânia tem conexões de ônibus com vários países europeus. Empresas de ônibus oferecem rotas regulares para destinos populares, como Grécia, Kosovo, Macedônia do Norte e Montenegro. Essa pode ser uma opção econômica para quem está viajando pela região e deseja chegar à Albânia.

Balsa: Para quem está viajando pela costa do Mar Adriático, há serviços de balsa que conectam a Albânia com a Itália. As rotas de balsa ligam os portos albaneses de Durrës e Vlora com os portos italianos de Bari, Brindisi e Ancona. Sem contar a balsa que liga Saranda a Corfu, na Grécia. Essa é uma opção interessante para quem deseja combinar uma viagem de barco com a visita à Albânia.


Dinheiro e câmbio

A moeda oficial da Albânia é o lek albanês (ALL). O lek é amplamente utilizado em todo o país para transações comerciais e é a única moeda aceita no país. Muitos viajantes, inclusive, viajam com euros , e apesar de, alguns estabelecimentos aceitarem o euro, a cotação sempre é bem ruim.

E, atenção! A maioria dos estabelecimentos na Albânia NÃO ACEITAM CARTÃO DE CRÉDITO, a maioria aceita apenas dinheiro em espécie. Por isso, recomendado que vocês troquem ou saquem o dinheiro na moeda local.

Eu levei dólares e não tive problemas em achar casas de câmbio. Alguns amigos trocaram euros e outros preferiram sacar nos caixas ATM.


Transporte na Albânia


Durante o planejamento da minha viagem à Albânia, eu vi que algo a opção mais fácil e eficiente de viajar pelo país era alugando um carro em Tirana. Sem contar que não encontrei muitas opções de ônibus ou transporte público entre as cidades da Riviera Albanesa e o valor do aluguel do carro era super em conta, valeu super a pena!

Aluguel de carro

Ao chegar no aeroporto de Tirana, você irá encontrar uma série de locadoras de carro com preços bem bacanas. Nós optamos em reservar o carro com antecedência o site da Rent Cars com cancelamento gratuito e conseguimos um preço super bacana.

Entretanto, na hora que chegamos no aeroporto e as malas não couberam no porta malas, por isso, precisamos pegar um carro um pouco maior e negociamos com outra seguradora e pagamos ainda mais barato por um carro maior, automático, com seguro total incluído.

Lembrando que para alugar o carro, você irá precisar da sua carteira de motorista internacional, ter mais de 21 anos e um cartão de crédito para deixar na reserva.

Sem dúvidas, viajar de carro foi a melhor maneira que eu encontrei de conhecer a Albânia no meu próprio ritmo, até mesmo para acessar as cidades e nas praias isoladas. Mas, o único ponto de atenção para quem vai alugar um caro na Albânia é o cuidado com o trânsito e os motoristas.

Trânsito e Estradas

As estradas na Albânia são boas e bem sinalizadas, o único ponto é que algumas delas são bem estreitas e nas cidades maiores, o trânsito é um pouco caótico. Alguns motoristas não respeitam as regras de trânsito, por isso, vale dirigir com bastante atenção.


Gastronomia albanesa

Com influências da culinária mediterrânea e dos Bálcãs, os pratos típicos albaneses contam com ingredientes frescos como muito queijo feta, iogurte, azeitonas, frutos do mar e carne. Em praticamente todos os restaurantes que eu fui, eu encontrei uma forte influência italiana com pratos como pizza, linguini e risoto. Carnes também são bem populares, mas, elas geralmente vem sem acompanhamento, você precisa comprar tudo a parte.

O preço médio do prato nos restaurantes giram em torno de 850/1500 leks por pessoa. É importante notar que os preços podem variar dependendo do restaurante e da localização. Em geral, os preços nos restaurantes albaneses são bastante acessíveis em comparação com outros países europeus. Portanto, os viajantes podem desfrutar de uma refeição saborosa sem gastar muito.

Mas, se você quer provar alguns pratos típicos albaneses, a seguir, eu separei uma listinha bem especial:

  1. Tavë Kosi: Um prato popular que consiste em cordeiro assado com molho de iogurte e ovos. É servido com arroz e é uma opção deliciosa para os amantes de carne. Preço médio: 8-10 euros.
  2. Byrek: Uma massa folhada recheada com diferentes ingredientes, como carne, queijo, espinafre ou abóbora. É uma opção versátil e fácil de encontrar em padarias locais. Preço médio: 1-2 euros por pedaço.
  3. Fërgesë: Um prato à base de queijo cottage, pimentões, tomates e especiarias. É geralmente servido com pão tradicional albanês. Preço médio: 5-7 euros.
  4. Pite: Uma torta de camadas finas de massa recheada com uma mistura de carne picada, vegetais ou queijo. É uma opção saborosa e reconfortante. Preço médio: 4-6 euros.
  5. Qofte: Almôndegas de carne temperadas com ervas e especiarias. São servidas com salada, pão e molhos. Preço médio: 5-8 euros.
  6. Fërgesë Tiranëse: Um prato típico da capital, Tirana, que combina carne de vitela picada, pimentões, cebolas e queijo. É uma opção deliciosa e rica em sabores. Preço médio: 8-12 euros.

Riveira Albanesa

Localizada na região sul da Albânia e banhada pelo Mar Adriático, a Riviera Albanesa é um destino perfeito para os amantes do sol e do mar paradisíaco. Ou seja, o lugar perfeito para mim que sou apaixonada pelo mar!

Como eu tive 7 dias de viagem apenas, eu optei em seguir de Tirana direto para a Riveira Albanesa e deixei as cidades históricas como Berat, Gjirokastër e Butrint para uma próxima viagem.

Entre as praias imperdíveis da Riviera Albanesa está a Praia de Dhërmi, famosa por suas águas azul-turquesa e uma atmosfera descontraída. Ela tem uma extensão de areia maior e conta com vários restaurantes e beach clubs para quem quiser curtir o dia.

Já a Praia de Ksamil, próxima à cidade de Saranda, é perfeita para famílias com crianças pequenas. Mas, apesar de ser bem bonitinha e famosa, eu achei a região muito badalada e as praias com pouca faixa de areia.

Para os amantes da natureza, a Praia de Gjipe é uma parada obrigatória. Ela foi a minha favorita! Para chegar até ela você precisa fazer uma trilha de cerca de 25 minutos e eu aconselho o uso de tênis. A praia é mais isolada e proporciona uma experiência intocada e serena.

Outras praias bem famosas na região são: Bunec, Jale, Drymades e Mirror (Pasqyra) Beach.


Meu roteiro de 7 dias

Se você acompanhou minhas aventuras no Instagram (@prefiroviajar), sabe que eu aproveitei para conhecer a Albânia logo depois que fiz um cruzeiro de 9 dias saindo de Veneza. Eu desci em Bari, um dia antes do término do cruzeiro e peguei um voo até Tirana de onde iniciei a viagem com mais 4 amigos!

A seguir, eu compartilhei o meu roteiro diário com dicas do que fazer na Albânia para quem quer viajar pela Riviera Albanesa.

Dia 1: chegada em Tirana + aluguel do carro + direção até Saranda
Dia 2: Kasmil Beach + Edon-Bina Beach + Mirror (Pasqyra) Beach
Dia 3: Ida para Himara + Bunec Beach + Llamani Beach
Dia 4: Gjipe Beach + Dhermi Beach
Dia 5: Boat tour pela costa de Himara até Grama Bay (Marble Beach, Pigeons Cave, San Andreas Beach, Blue Cave, Grama Bay)
Dia 6: Retorno Tirana + Mirante Panorama Llogara + Almoço Golem Durres + BunkerART 1
Dia 7: Voo Tirana – Genebra


Onde ficar na Albânia

No geral, a Albânia é um país com um excelente custo-benefício para viajantes que buscam conforto e um bom preço. Durante a minha viagem, por exemplo, eu optei por hotéis mais simples incluindo café da manhã, com estacionamento e quartos que eu pudesse dividir com meus amigos para reduzir o preço final da viagem.

Amare Hotel

Tirana: Hotel Palma – diárias a partir de 25 euros
Saranda: Hotel Mano – diárias a partir de 63 euros
Himara: Velco BB Himara – diárias a partir de 30 euros
Dhermi: