Sydney

O que fazer em Sydney? Pontos turísticos imperdíveis!

Capital da Austrália? Se você acha que é Sydney, acho melhor ler até esse artigo o final. Quando você olha o mapa mundi e vê o Brasil numa ponta e Austrália na outra, talvez pense que é o lugar mais longe do mundo. Mas se você olhá-lo da perspectiva australiana verá que… Tá, ainda é longe, mas nem tanto.


Quanto tempo demora para chegar na Austrália?

Quando eu fui, em fevereiro deste ano, saí de Guarulhos e, com três horas, cheguei a Santiago no Chile. Esperei por duas horas o voo até Sydney, que levou 14 horas. Viu, só? Não levou nem um dia. Quer dizer, não levou, mas levou, porque saí daqui numa terça de manhã e, quando cheguei, já era quarta quase noite.

Contei novamente as horas do trajeto e somaram 19, mas quando eu contava olhando no calendário, davam mais de 30, então talvez eu tenha bebido muita amarula no voo, foi a única explicação pra eu não estar conseguindo entender aquilo.


O Aeroporto de Sydney

A chegada ao aeroporto foi bem tranquila. Achei que talvez suspeitassem de mim e me chamassem pra “salinha”, já que meu visto tinha sido recusado (em todos esses anos nessa indústria das viagens, essa é a primeira vez que isso me acontece) e só aprovaram na segunda tentativa, que foi com a ajuda de uma agência do Rio Grande do Sul, chamada Sul Vistos.

Troquei um pouquinho de dinheiro no aeroporto, só pra dar aquela segurada no primeiro dia, mas depois vi que a taxa desse terminal estava bem próxima das taxas praticadas na cidade, o que não acontece normalmente.

Mas esse aeroporto tem várias coisas esquisitas, começando por ser o principal do país, mas localizado numa zona residencial, então ninguém pode sair ou chegar entre 23h e 4h.

Como sair do aeroporto: cartão Opal ou transfer?

Para sair do aeroporto e seguir para o hotel, pensei em comprar o cartão Opal, que funciona igual qualquer cartão de transporte no Brasil, como Ótimo, Bom, RioCard, te dando descontos nas integrações, quando pega mais de um transporte com intervalos curtos de tempo.

Mas, se você compra-lo no aeroporto, terá de fazer uma recarga mínima de AU$40,00, o que só vale a pena dependendo do quanto se deslocará na cidade. Se, mesmo assim, já quiser compra-lo, não saia dali de metrô, porque tem um esquema que você também achará muito sem sentido: quando você usa o Opal para pegar um trem no aeroporto, ele já te come AU$19,00 numa passada.

Eles justificam isso como sendo uma taxa de aeroporto. É o único lugar do mundo que eu conheço em que vale mais a pena você pegar o serviço de transfer (ou shuttle), que sai a cada 20 minutos e custa AU$15,00, com a vantagem de o motorista da van te deixar na porta do seu hotel/casa, depois de dirigir pelo lado errado da rua (na Austrália, a mão de trânsito é inglesa).

Sobre o Opal de novo, não dá pra comprar em qualquer estação de metrô. Eu comprei o meu num mercado que se chama… Metro(!). Ah! E, existe um detalhe ótimo: aos domingos, você só paga UMA passagem, de AU$2,70, então reserve esse dia pra rodar a cidade inteira.

ATENÇÃO: precisa passar o Opal no leitor na hora de sair do transporte também. Se você se esquecer, na próxima vez que você usar, será cobrada a tarifa cheia, que tem um valor próximo a AU$10,00.


O que fazer em Sydney?

Bondi Beach

Bondi Beach

Bondi Beach (leia-se “bondai”) é um dos principais locais de Sydney. Eu fui de ônibus, mas um jeito muito comum de se chegar até lá é caminhando pela beira do mar desde a praia de Cogee. Na verdade, quase todo esse caminho é na beira de penhascos, mas é tudo cercado e pavimentado, com vários bebedouros distribuídos ao longo dele.

Nesse trajeto, você passa por pessoas locais passeando com cachorro, mergulhadores, turistas, e claro, casas, que, pra brasileiro do interior de MG, mais parecem mansões, mas que, pra eles, devem ser casas normais mesmo. Além disso, verá uma piscina pública gratuita com água do mar aberto e um cemitério.

Só pra deixar claro: Bondi também tem uma piscina com água do mar, mas é paga e não tem ondas, porque não é no mar aberto.

A “piscina” entre Cogee e Bondi é como se fosse uma piscina de três paredes, o que a deixa com ondas e mais emoção e, o melhor, é de graça.

Caminho entre Cogee e Bondi

Em Bondi, de cara já te falo que não vale a pena comprar tranqueira souvenirs, porque é muito mais caro que outros lugares. Eu achei um desaforo quererem me vender uma cueca de canguru por AU$20,00, numa época em que um dólar australiano valia quase três reais. E, o par de havaianas, que estava custando mais de R$100?

Caminho entre Cogee e Bondi

Atenção: os preços que estou falando aqui estão todos em dólar australiano e são de fevereiro/2020. Então eu multiplicava por três pra saber quanto realmente estava pagando.

Bondi também tem um centro cultural bem movimentado. Falo isso, porque num outro dia, passeando à noite por lá, havia uma mostra de filmes, mas não era grátis. Há também uma feira aos sábados e domingos até umas 14h e a comida é bem diversificada e saborosa. Meio cara, mas a Austrália é cara pra brasileiro mesmo, e brasileiro é coisa que você encontra pra caramba lá, na mesma proporção que mineiro encontra outro mineiro em Cabo Frio-RJ.

No caminho pra Bondi, há o famoso Bondi Junction. Ali serve mais se você estiver a fim de ver umas lojas, quiser entrar num shopping… Tem também um calçadão onde comi frango com molho de mel, num restaurantezinho asiático, acompanhado de arroz branco, por $5,00, talvez a melhor coisa que comi na Austrália, e com bom preço.

Kirribilli
Opera House vista de Kirribilli

Chestwood

No fim do meu primeiro dia em Sydney, eu estava meio sem saber o que fazer, então peguei um ônibus que fosse pro norte da cidade e resolvi descer só no ponto final – cuidado ao fazer isso, porque a passagem lá é paga de acordo com o trajeto percorrido, ou seja, quanto mais você fica no ônibus, mais você está pagando.

Opera House

Acabei descendo em Chestwood, onde havia outro calçadão, com mais pessoas vendendo artesanato, comida diferente, e artistas tocando. Fiquei ali ouvindo uma música ao vivo grátis até quase anoitecer, quando peguei o ônibus de volta até a famosa Casa da Opera, aquele teatro que talvez você ache parecido com uma flor desabrochando, ou com uma concha aberta ou com um monte de louça secando na pia.

Opera House

Harbour Bridge vista do Opera Bar
Harbour Bridge vista do Opera Bar
opera house de noite
Opera house durante Badu Gili

E uma ótima surpresa ao visitar a Opera House: tem um bar debaixo dela, com vista pro mar e pra ponte do porto e eles não te cobram pra entrar – o Opera Bar. Se quiser se sentar e não consumir nada, o garçom não te incomoda. Mas sente-se no banco sem mesa, só pra não parecer tão folgado.

É justamente dessa baía, na principal área de Sydney, chamada de Circular Quay, é que você terá as visões mais deslumbrantes da cidade.

sydney australia

A vista é incrível tanto da terra quanto se você pegar uma balsa, em qualquer um dos vários terminais de táxi aquático que tem ali. Fiz isso num domingo (lembra do pagamento único do cartão nesse dia?), porque a balsa é mais cara que o ônibus e o cartão Opal serve pra ela também.

Assim, em vez de pagar uns $6,00 que daria normalmente, paguei $2,70 na promoção do domingo, indo para Manly, mas não entrei no mar, só andei pela feira de artesanatos, onde vendiam até roupa feita de maconha.

Ali, as lembrancinhas estavam mais baratas que em Bondi, então comprei uma niqueleira por $2,00 e outra por $4,00, mas me arrependi dois dias depois, ao andar ao redor da Central Station, no mercado Paddy’s Market (e em cima fica o Market City), cheio de vendedores asiáticos e entulhos objetos made in China. Eu poderia ter pagado metade do preço nas bolsinhas se tivesse esperado.

Não tem jeito: chinês realmente consegue deixar tudo muito mais barato e insistem tanto em te vender, que talvez até te convençam a comprar testículo de canguru.

manly barraca sydney
Hemp é a matéria prima dessas roupas na praia de Manly.

Se achar que já conheceu bem o Circular Quay, Darling Harbour ou The Rocks e arredores, volte à noite, porque a atmosfera é outra e todo sábado, na baía Cockle (Cockle Bay), há queima de fogos, às 21h.

Acho também interessante de ver o anoitecer a partir de algum bar na cobertura de um prédio (rooftop bar). Então fui ao topo do Hotel Shangri-la, que não tem uma vista 360º, a menos que você reserve jantar. Se for só ao bar, a vista disponível é em L, mas, à medida que anoitece, as luzes de dentro do bar refletem no vidro e acabam atrapalhando a vista. Não valeu muito a pena. Pedi uma Tropicana, por $16,00.

Numa outra noite, passeei novamente pela Casa da Ópera, pra assistir ao Badu Gili, uma projeção de luz e som nas paredes externas da Ópera, que acontece em vários horários da noite.

Região de Darling Harbour

mapa sydnei

Outra surpresa boa, mas num outro dia, ao entrar na Catedral de Saint Mary: alguém estava tocando o órgão. Não entendi se era um ensaio, mas foi bem bonito, embora breve. Isso foi no Hyde Park, onde está o Memorial da Guerra, entrada grátis, e que foi bem interessante, porque eu nunca tinha ouvido falar sobre a Austrália como um país que se metesse em confusão.

Esse parque já é “emendado” no Jardim Botânico, gratuito e com uma galeria de arte também gratuita. O Jardim Botânico é lindo, qualquer pessoa que escreve sobre viagens só tem elogios pra ele.

Jardim Botânico

Barangaroo é uma outra área verde também bem interessante e, quando visitar esses locais, ande meio sem rumo pelas redondezas, porque você pode se deparar com algumas surpresas no meio do caminho, como algum museu ou loja, ou um carro esmagado ou uma berinjela.

Na Biblioteca pública, perto do Hyde Park também, onde há tours guiados gratuitos diariamente, em diferentes horários, e foi lá que eu descobri uma grande novidade: a estação central do metrô (Central Station) foi construída em cima de um cemitério.

Deram um prazo paras pessoas reclamarem os corpos dos parentes e, passado o período, removeram todos os defuntos pra outro lugar. Mas ninguém lá fica inventando histórias de assombração, como seria esperado.

O principal shopping center dessa região é Queen Victoria Building, que tem uma arquitetura tão deslumbrante, que mais parece, sei lá, uma sede de alguma coisa do governo e não só um lugar pra fazer compras, coisa que ele sempre foi. Sim, foi construído pra ter essa função mesmo. E o mais provável é que antigamente ele fosse até mais caro do que é hoje.

O interior é lindíssimo, com cafés finíssimos, roupas de grife, relógios enormes e cheios de detalhe dependurados no teto, mas pra quê gastar dinheiro ali, se ele está a poucas quadras da Chinatown, onde você pode uns rolinhos primavera num restaurante vietnamita por AU$11,00?

Normalmente quem visita Sydney gosta também de ir a Blue Mountains, mas, pelas imagens dos blogueiros e vlogueiros que eu pesquisei, mais parecia um mirante que eu fui uma vez em Gramado-RS. Nenhum criador de conteúdo pra internet me convenceu que ir até lá valesse realmente a pena. E Sydney estava demais! Demais no sentido de incrível, não de além da conta. Eu queria ficar mais.


Mais dicas para sua viagem

por do sol no circular quay
Pôr do Sol no Circular Quay
  • Central Park Mall: é bonito por fora, por dentro não tem nada demais.
  • Atente-se aos horários da balsa: em Watsons Bay, a última balsa do transporte público para voltar ao centro é às 17h e eu a perdi. Daí as opções eram: pagar mais caro, voltando de balsa privada; ou de ônibus, que foi o que fiz.
  • Coisas que não existem no Brasil e recomendo você experimentar: Coca-Cola de canela, biscoito Oreo recheado com menta, Gatorade de framboesa.
  • Sydney NÃO é a capital da Austrália: Sempre bom lembrar de que Sydney NÃO é a capital da Austrália, mas Canberra, a 280km de lá. Se você não sabia, tudo bem. Alguns gringos (não necessariamente australianos) acham que a capital do Brasil é Rio de Janeiro ou Buenos Aires.
  • Sydney NÃO é a capital da Austrália: Devido à sua localização geográfica, há uma piada em inglês que diz que a Austrália é o país down under, então verá bastante essa expressão por lá.

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Foto de Átila Muniz
Átila Muniz

Átila Muniz

Mineiro de Mariana (também conhecida como Marilama), já conheceu 33 países e 12 estados brasileiros (morou em 3). Começou a escrever sobre suas viagens em 2010, quando se viu meio sozinho no Rio Grande do Sul. Gosta de relatar suas histórias por medo de esquecer as experiência que cada novo lugar lhe reserva.

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