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Yangon, Myanmar: o que fazer, como chegar, onde ficar, dicas e mais

Lorrane Sengheiser
Escrito por Lorrane Sengheiser

Mingalabah (Olá)! Quem tá acompanhando os textos, vídeos e amandicas do Prefiro Viajar sabe que ainda tem muita informação bacana do sudeste asiático vindo aí, certo? Pois eu sou a Lorrane e seguindo essa ideia, a Amandinha me convidou pra contar pra vocês um pouquinho sobre a antiga capital do país, Yangon. Então senta que lá vem mais DICAS do Myanmar!

Sobre Yangon

Quando cheguei em Yangon confesso que não sabia o que esperar da cidade. Apesar de ter pesquisado bastante sobre o Myanmar, a impressão que eu tinha quando fosse desembarcar do avião, era de estar chegando quase que eu um universo paralelo.

Pelas minhas pesquisas, o Myanmar era aquele país meio parado no tempo, onde as horas passam devagarzinho, rústico e apesar de ser coladinho na Tailândia, era totalmente diferente de sua vizinha descoladona. Dito isso, a única certeza que eu tinha era de o país, de alguma forma, iria me surpreender muito.

Yangon, foi fundada no comecinho do século XI. Durante a guerra entre colonizadores britânicos e os nativos birmaneses em 1850, os ingleses ocuparam a cidade, que recebeu o nome de Rangoon até 1989. Depois disso, foi batizada de Yangon e eleita capital do país até 2006, quando o governo transferiu a capital para a cidade de Naypyidaw, no meio de Myanmar.


Como chegar em Yangon?

Bem, tendo em vista que a cidade é a principal porta de entrada ao Myanmar para grande parte dos turistas estrangeiros, você não terá dificuldades para chegar em Yangon. Algumas das empresas que voam para a cidade são: Air Asia, Bangkok Airways, Thai Airways, Thai Smile, Eithad, Nok Air, Emirates, além das próprias companhias estatais.


Onde me hospedar?

Yangon apresenta opções para todos os bolsos, então tudo dependerá do seu orçamento. Redes internacionais como Novotel, Windham e Meliá já se encontram na cidade.

Eu fiquei no Novotel, que é super bem localizado, muito confortável, com bom preço e bom atendimento. O hotel tem um rooftop com piscina e vista da cidade. De lá é possível ver a Shwedagon Pagoda, o principal ponto de parada dos viajantes estrangeiros na cidade. Para o tipo de acomodação, achei US$ 79,00 o pernoite extremamente barato.

Se o seu orçamento estiver um pouco mais apertado e preferir um hostel, a cidade apresenta opções mais em conta como:

  • Backpacker Bed & Breakfast: por uma bagatela de US$ 12,00 a noite com quarto e banheiro compartilhado;
  • Hostel Wizaya: por US$ 10,00; ou
  • Wayfarer Rest: por US$ 12,00

O que visitar em Yagon?

Yangon é uma daquelas cidades com um enorme leque de coisas para ver. Uma simples caminhada do hotel a um restaurante já é uma nova experiência. Digo isso, porque cada cantinho é especial ao seu modo. É uma mistura de caos com história, de enormes pagodas de ouro com a modernidade que aos poucos vai chegando ao país.

Só indo para entender, mas se você é daquelas pessoas que curte um roteiro mais específico, aqui vão as principais atrações de Yangon:

Shwedagon Pagoda

Ir a Yangon e não visitar essa pagoda, é como ir a Paris e não visitar a Torre Eiffel. Esse é o cartão postal mais famoso e “instagramável” da cidade. A pagoda de OURO é um verdadeiro deleite a qualquer hora, mas há algo especial sobre visita-la a noite. Parece que ela ganha mais vida depois do entardecer.

Shwedagon é a pagoda budista mais sagrada do Myanmar, pois acredita-se que ela contém relíquias de 4 Budas e, à noite, fica lotada de fiéis. Estrangeiros pagam 11mil Kyats para entrar.

Dica: Junto com o ingresso vem um adesivo que deve ser colocado na roupa e te dá múltiplos acessos ao local. Se você deseja visitar a pagoda em horários diferentes no mesmo dia (de manhã e a noite, por exemplo), não descarte o adesivo, pois sem ele você terá que pagar novamente pelo ingresso.

O horário de visitação vai das 4:00hrs às 22:00hrs, sendo o último horário de admissão às 21h45.

Templo Chaukhtatgyi Buddha

Abriga uma das mais reverenciadas imagens do Buda reclinado no país. A imagem possui 66 metros de comprimento e é uma das maiores do Myanmar. A característica mais distintiva desse Buda reclinado são as solas dos seus pés, que têm 108 marcas distintivas representando três mundos.

O horário de visitação vai das 6:00hrs às 20:00hrs e NÃO é cobrada nenhum valor pelo ingresso.

Kalaywa Monastery

É um mosteiro dedicado a jovens órfãos em Yangon. Como em muitos lugares da Ásia, faz parte do dia a dia dos locais, distribuir comida aos monges cedinho de manhã. Nós visitamos o Monastério nesse horário, quando os mais de 500 noviços e monges fazem fila para receber comida. A interação entre monges e noviços com os visitantes é bem típica do povo birmânico: sorrisos tímidos somados a muita curiosidade.

Lembre-se que o Monastério é um local onde se permitem visitas estrangeiras para que você tenha a experiência de interagir com os monges, mas não os trate como seres de outro planeta. Respeite-os e se for tirar fotos seja discreto(a).

Bogyoke Aung San Market

É um daqueles mercadões asiáticos onde se vê e se compra de tudo um pouco. Quer um longyi (roupa típica do Myanmar)? Aqui tem! Quer imã de geladeira ou réplica da Shwedagon Pagoda como souvenir? Aqui tem! Quer comida típica? Aqui tem! Sua mochila rasgou? Aqui você encontra uma nova!

Dica: se decidir visitar este mercado, lembre-se: tenha paciência e barganhe! MUITO! Esse é o segredo para conseguir precinhos camaradas.

Casa de Aung San Suu Kyi

Se você é como eu e pesquisa (e curte) a história do país que está visitando, você vai saber que por aqui a Aung San Suu Kyi é muita querida pelo povo. Ela ficou mundialmente famosa por ganhar um Nobel da Paz em 1991 e não poder recebe-lo, já que estava em prisão domiciliar no Myanmar devido a suas atividades políticas contra o regime do país na época.

Ela ficou presa durante 15 anos. Quando perguntei no hotel sobre ela, o rapaz da recepção me disse que ela era a Nelson Mandela do Myanmar. Enfim, se você curte história e política, vale uma passadinha até a casa onde ela viveu durante esses anos de ativismo. Dica: Assistam o filme “The Lady” para entender melhor sua história. É a biografia dela.

Existem muitos outros lugares bacanas para conhecer. São inúmeras pagodas e atrações que existem pela cidade, como Chinatown, Downtown, Swe Taw Myat Pagoda, Maha Wizaya Pagoda, Sule Pagoda, entre muitos outros lugares. Faça seu roteiro de acordo com


Onde e o que comer?

Assim como nos países vizinhos, se você quiser realmente experimentar a comida birmânica, não pode deixar de provar a comida de rua, baratinha e deliciosa. Com mais de 135 grupos étnicos e fronteiras compartilhadas com Bangladesh, China, Índia, Laos e Tailândia, é seguro dizer que a culinária de Mianmar é diversificada e eclética.

É arriscado comer na rua? É, como em todos os lugares do Sudeste Asiático. Mas vale a pena? Vale. Existem várias barraquinhas pela cidade, com uma variedade enorrrrrrrrme de pratos que podemos saborear por US$ 2,00-US4,00.

No entanto, se você prefere comer em restaurantes, em Yangon não faltarão opções. Veja algumas sugestões abaixo:

  • Myaung May Daw Cho: Fica pertinho da Shwedagon Pagoda. Peça o prato Mohinga, o mais típico do país, uma espécie de sopa de peixe com um milhão de temperos.
  • Aung Mingalar Shan Noodle Restaurant: prove os chamados Shan Noodles. Outro prato bem típico do país.
  • Bogyoke Aung San Market: Prove os Mont Lin Ma Yar.
  • Kaung Myat: prove o “churrasquinho” birmânico.
  • 999 Shan Noodle Shop: Foi o melhor Shan Noodles que provei. O preço é super camarada!

Quanto tempo ficar em Yangon?

Os viajantes costumam ficar entre 1 e 2 dias na capital e, confesso que para mim é tempo mais do que suficiente para conhecer os principais pontos turísticos de Yangon.


Dicas e curiosidades

  • Leve adaptadores de tomada para Yangon, principalmente, se você tiver muitos eletrônicos para carregar. A tomada de lá é diferente do Brasil.
  • Baixe o aplicativo Grab no seu celular, ele é o Uber da Ásia e tem preços muito bons;
  • Evite pegar táxi, muitos taxímetros são adulterados. O melhor é usar aplicativos de transporte como o Grab que funciona em quase todo o sudeste asiático;
  • Não tem problema usar roupa curta nos lugares normais, mas para visitar pontos turísticos religiosos é preciso se cobrir por respeito.

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Sobre o autor

Lorrane Sengheiser

Lorrane Sengheiser

Prazer, eu sou a Lorrane, mais uma brasileira pelo mundo e nômade por natureza. Depois de morar nas 5 regiões do Brasil, decidi me aventurar pelo mundo. Espero compartilhar um pouco das minhas experiências. Quem quiser me acompanhar, pode seguir o @lorrane_sengheiser no IG ou acompanhar meus textos pelo blog Brasileiras Pelo Mundo. Vem comigo!

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