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Myanmar: o segredo do Sudeste Asiático

por do sol myanmar
Lorrane Sengheiser
Escrito por Lorrane Sengheiser

Quem acompanha o Prefiro Viajar sabe que a Amandinha fez uma viagem m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a pelo Sudeste Asiático no final de 2018, mas infelizmente o Myanmar não entrou no roteiro dessa vez, e por isso, a Amandinha me convidou para dar algumas dicas pra vocês desse país lindo, com uma cultura única, uma gastronomia fantástica e um povo que vive com sorriso e tanaka no rosto!

Sabe aqueles lugares que a gente visita e tem vontade de guardar só pra gente? Que a gente tem medo de que depois que muita gente “descobrir” o lugar vai deixar de ser tão original? Pois é, eu saí do Myanmar com esse sentimento. Se eu pudesse eu guardaria o Myanmar numa caixinha, só pra mim, pra ele nunca mudar e seguir sendo o país que ganhou meu coração.

Mas como boa viajante que sou, sei que lugar bacana deve ser compartilhado sim! E, por isso, eu vim aqui hoje contar um pouquinho da minha experiência em terras birmânicas. Então senta que lá vem dica do Myanmar!

Onde fica Myanmar?

O Myanmar, antiga, Birmânia, é vizinho da nossa querida Tailândia, Laos, China, Bangladesh e Índia. Além da capital, Yangon, as cidades mais visitadas são Bagan, Mandalay e Nyaung Shwe.

Devido à sua proximidade com países que são verdadeiros gigantes no quesito turismo, sua recém abertura a esta indústria, além de conflitos armados em algumas partes do país, o Myanmar é segundo país menos visitado do Sudeste Asiático… Mas não se engane, lá tem muita coisa pra gente ver!

Peraê, você disse conflitos armados? Por que eu iria para um país que está atravessando um conflito armado? Gente, os conflitos que estão ocorrendo no Myanmar não afetam o turismo em absolutamente nada. As áreas de conflito são afastadas das cidades citadas acima, próximas às fronteiras com a China, Bangladesh e a Índia.

E não se preocupe, estrangeiros não são permitidos nessas áreas, já que há forte controle policial nas estradas que levam a estes lugares, e por isso, você não corre o menor risco de “cair” no meio do conflito. Nas áreas onde os turistas são autorizados, você não precisa se preocupar. O país é mega seguro, assaltos e roubos são raríssimos.

Eu e meu marido estivemos lá ano passado e nos sentimos seguros até para andar a pé a noite com a máquina pendurada a mostra. OK. Passada essa breve explicação no quesito segurança, vamos ao que interessa?


Como chegar?

É possível chegar ao país por via terrestre ou aérea.

Via terrestre

Apesar de ser uma opção bem ais em conta, ela é um tanto limitada, tendo em vista que estrangeiros só podem atravessar a fronteira para o país em determinados pontos e a fronteira não fica aberta 24 horas por dia. Mas se você estiver com o orçamento mais apertado, atravesse a fronteira entre Sukhothai, na Tailândia à Mae Sot no Myanmar.

Via aérea

Essa foi a opção que escolhemos. Estávamos em Singapura e pegamos um voo direto para Yangon. Pagamos US$ 82 cada um. Existem voos diretos saindo também de Bangkok, Kuala Lumpur e até mesmo Ho Chi Minh.

As empresas aéreas low cost mais utilizadas são Air Asia, Nok Air, Thai Smile, Bangkok Airways e Jetstar. Além destas, também é possível viajar com empresas como Thai Airways, Myanmar Airways International, Myanmar National Airlines, entre outras.

Dica 1: As empresas aéreas do Myanmar não são das mais confiáveis no quesito pontualidade e segurança. Aconselho a voarem com empresas estrangeiras que seguem os padrões de voo internacionais.

Dica 2: Caso você queira viajar de avião internamente, dificilmente escapará das empresas aéreas locais. Comprar passagem pelos sites dessas empresas é complicado, pois a maioria não aceita cartões de crédito internacionais. Para efetuar sua reserva você terá que contatar uma agência de viagens local. Eu indico a Golden Island Cottages Travel & Tour. Quem quiser informações deles, entre em contato comigo.

Nós reservamos alguns trechos aéreos com eles, além de passeios e deu tudo certo, não houve nenhum golpe. O mais impressionante é eles ficam localizados em Nyaung Shwe, nosso último destino no Myanmar.

Quando chegamos na agência para efetuar os pagamentos, já havíamos voado 3 vezes e só pagamos chegando lá. Sabe esquema de cidade do interior que você compra, anota no caderninho do seu Zé e paga quando puder? Tipo isso! Eu fiquei c-h-o-c-a-d-a. Só no Myanmar mesmo.


Visto e documentação

Brasileiros precisam de visto para entrar no Myanmar e o valor é de R$ 160,00. É possível adquiri-lo junto à representação diplomática do país em Brasília, em Bangkok, ou em algum outro país vizinho que vocês estiver visitando. Também há a opção de adquiri-lo pela internet (e-visa). Nesse caso o valor é de US$ 50,00 e ele será válido por 28 dias.

Dica: Se você optar pelo e-visa, leve o recibo e e-mail de confirmação já impressos. Isso facilitará sua vida na hora no embarque e chegada ao país.

Para maiores informações clique aqui (http://myanmarbsb.org/_site/tourist-visa-application-requirements/)


Moeda

A moeda do Myanmar é chamada de Kyat. A nota com valor mais alto é de 10 mil, equivalente a pouco mais que 20 reais. Com isso, toda vez que a gente faz um saque, a gente se sente milionário, cheio de notas de dinheiro.

Quando visitamos o país em 2018 a cotação estava assim:
R$ 1,00 = 425 Kyats
US$ 1,00 = 1590 Kyats

Existem eletrônicos em todas áreas turísticas no país, e bandeiras internacionais são aceitas tranquilamente. No entanto, na hora de fazer pagamentos diretamente com cartão em restaurantes, por exemplo, nem sempre isso possível. Eles preferem dinheiro em espécie.

Dica: Se você não quiser sacar dinheiro, existem casas de câmbio onde eles trocam dólar, mas lembre-se de que eles são ultra exigentes quanto ao estado de conservação das notas. As notas devem estar sem rabiscos ou pequenos rasgos ou amassados (de preferência serem novas).

Caso contrário, muito provavelmente eles não aceitam fazer a troca. Evite também trocar dinheiro na rua. As pessoas no país são muito honestas, mas sempre tem um espírito de porco pra estragar a brincadeira, né?


Idioma

A maioria da população fala a língua birmanesa, tendo seu próprio alfabeto (impossível da gente entender), mas de modo geral a comunicação em inglês é muito fácil. Nos restaurantes, hostels, hotéis, táxis, e pontos turísticos, todo mundo fala pelo menos um inglês básico no melhor estilo sudeste asiático.


Religião

A população do país é 88% budista. No norte do país há concentração de mulçumanos. Os Rohingyas, como são chamados, são uma minoria islâmica, que vivem o estado Rakhine, já na fronteira com Bangladesh. É lá questão concentrados os maiores conflitos do país, atualmente. Deviso a fronteira com a Índia, também há grupos hindus em determinadas regiões do país.


Quando ir

Na minha opinião a melhor época para visitar o país é entre novembro e fevereiro, quando não chove e o calor é um pouco mais ameno. Entre março e abril, apesar do clima ser seco, faz MUITO calor, com temperaturas chegando pertinho dos 40C. Nos outros meses o país sofre com as monções que atingem o sudeste asiático, então chive bastante.


Quanto tempo ficar e onde eu devo ir?

Isso depende de você, Eu aconselho no mínimo 10 dias no país para você poder aproveitar e ver oas atrações principais e fazer seus deslocamentos sem muito desespero.

Aconselho 2 dias na capital e confesso que para mim é tempo mais do que suficiente para conhecer os principais pontos turísticos, 3 dias em Bagan, 2 dias em Manadalay e 3 dias em Inle Lake (Nyaung Shwe).


Quanto custa?

Como na maioria dos países da região, os preços no país são baixos. É claro que isso depende muito de pessoas para pessoas, o tipo de hospedagem e meio de transporte que você escolhe e o local onde você se alimenta. Deixo abaixo alguns exemplos de valores que tivemos entre comida, deslocamentos, e passeios.

  • Almoço: a partir de 1000 quiates (pratos bem servidos);
  • Voos: US$ 100 trecho (achei a parte mais cara da viagem)
  • Hostel: De US$8,00 a US$20,00
  • Hotel: A partir de US$ 50,00 a diária (3 estrelas) ou US$ 80,00 (5 estrelas)
  • Cerveja: 1800 quiates (660 ml);
  • Tour de barco no Inle Lake (1 dia): 5 mil Kyats;
  • Aluguel de moto elétrica em Bagan: 3,500 mil Kyats.

Eu confesso que apesar de baixos valores na alimentação, deslocamentos, internet, etc, eu não achei tão barato viajar pelo Myanmar. O governo local faz de tudo para tirar dinheiro dos turistas estrangeiros. O visto é um dos mais caros quando comparado a países da região e absolutamente todas as entradas de pontos turísticos são cobradas. Em alguns lugares, você não sai do aeroporto sem pagar a taxa, como é o caso de Bagan. Veja alguns exemplos abaixo:

  • Yangon: entrada na Pagoda Shwedagon – 10 mil quiates.
  • Bangan: entrada nos templos em Bagan – 25 mil Kyats
  • Mandalay: entrada nas atrações – 10 mil quiates;
  • Nyaung Shwe Entrada para Inle Lake – 13500 quiates;

Dicas e curiosidades

  • A roupa típica do Myanmar é o longyi, uma espécie de saia. Tanto homens quanto mulheres usam a vestimenta no país.
  • Você verá muitas pessoas com as bochechas pintadas de tanaka. Um pó extraído de madeira típica da região misturado com água. Eles usam diariamente e juram que além de servir como protetor solar natural, ainda é algo rejuvenescedor para a pela. Não custa tentar né?
  • É quase impossível não olhar para os dentes meio avermelhados das pessoas. É que eles mascam noz de areca misturada com folhas de betel. Os efeitos dessa noz são bem parecidos aos do tabaco.
  • Baixe o aplicativo Grab no seu celular, ele é o Uber aqui da Ásia e tem preços muito bons;
  • Evite pegar táxi, muitos taximetros são adulterados. O melhor é usar aplicativos de transporte como o Grab que funciona em quase todo o sudeste asiático;
  • Não tem problema usar roupa curta nos lugares normais, mas para visitar pontos turísticos religiosos é preciso se cobrir por respeito;
  • Ah! Prove as comidas de rua, tem preços bem legais e comidas de todos os lugares!

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Sobre o autor

Lorrane Sengheiser

Lorrane Sengheiser

Prazer, eu sou a Lorrane, mais uma brasileira pelo mundo e nômade por natureza. Depois de morar nas 5 regiões do Brasil, decidi me aventurar pelo mundo. Espero compartilhar um pouco das minhas experiências. Quem quiser me acompanhar, pode seguir o @lorrane_sengheiser no IG ou acompanhar meus textos pelo blog Brasileiras Pelo Mundo. Vem comigo!

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